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quinta-feira, 5 de julho de 2012

Recordar faz bem

Ontem deixou sua casa e saiu pelo mundo
De coração lá no fundo eu não entendi
Tudo o que fiz... o que ele quis...
Meus braços abertos ficaram e ainda estão assim
E vão continuar até um dia vê-lo regressar.
Posso pensar no que o mundo lhe tem preparado
Sei privações tem passado e tudo por quê?
Falsos amigos por aí. Conselhos vazios, mas cheios de palavras vãs,
De grande ilusão! Mentiram ao seu jovem coração!



(Refrão)
Mas nunca é tarde não! Sai da escuridão!
Há novo dia, nova manhã!
A mesma casa tem portas abertas,
Pessoas certas, amigos e irmãos.



Parece sonho, mas nem a distância me engana
O coração de quem ama não pode esquecer
Seus passos fracos, tropeções,
Seus olhos rebrilham e choram:
"Pai, eu sei que errei, mas vim para acertar
Permita-me de novo aqui ficar!"
Pai, só lamento que onde passei via muitos filhos
Sem rumo, sem teto e carentes de amor.
Que o Senhor lhes dê a mão,
Lhes mostre de novo o caminho
Para um renascer, um novo proceder,
Na mais perfeita e bela comunhão!"


(Refrão)

sábado, 21 de janeiro de 2012

Meu poema preferido

Minha Rua
Virgílio Moojen de Oliveira


Minha rua era tão minha
Em sua simplicidade...


Não sei de onde é que ela vinha,
Mas ia para a cidade.


Com suas pedras redondas
 e duas magras calçadas,
não tinha praia nem ondas, 
mas como tinha enxurradas!


Era alegre, era risonha,
tinha orquestra de pardais,
e a cantilena enfadonha
de mil pregões matinais.


Ali cresci, me fiz homem,
e a minha rua, coitada...
qual as mães que se consomem,
foi tudo, sem querer nada.


Foi pista dos meus brinquedos,
de jogos de correrias...
Foi dona dos meus segredos
viu tristezas, alegrias...


Viu meus passos imprecisos,
viu-me garoto, um traquinas,
e viu-me trocar sorrisos
nas rondas pelas esquinas.


Viu-me também, certo dia,
sair de lá, nem sei quando...


Por fora, sei que sorria,
por dentro estava chorando...


Guardo, porém, na lembrança
Aquele encanto que tinha
a rua em que fui criança,
a rua que foi tão minha...